Mulheres conquistam o mercado de trabalho

Aos 25 anos, a Engenheira Chenya Caroline de Souza Sacramento começou como estagiária, passou a auxiliar de engenharia e atualmente comanda uma obra com cerca de 100 homens no Grupo Somattos.

 

As mulheres lutam pelo seu espaço no mercado de trabalho desde a virada do século, quando começou o processo de industrialização e a expansão econômica mundial. Mesmo após vários anos, muitas profissionais ainda enfrentam grandes desafios e preconceitos em seus empregos.

Entretanto, essa realidade está se transformando e as mulheres, cada vez mais, conquistam posições de lideranças nas empresas e em instituições públicas. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é um grande exemplo. A Global Entrepreneurship Monitor (GEM) realizou uma pesquisa que revela que as mulheres estão à frente de 52% das novas empresas – com menos de 3,5 anos – no Brasil. O estudo ainda identificou que a maioria delas (66%) abre uma empresa por oportunidade e 44% por necessidade.

Quanto mais o tempo passa, mais as mulheres consolidam seus espaços no mercado de trabalho, vencendo o machismo e o preconceito. Outro bom exemplo desse novo cenário profissional é o da Chenya Caroline de Souza Sacramento, colaboradora da Somattos. Em um ambiente tradicionalmente masculino, a engenheira conquistou sua posição e hoje comanda uma obra com mais de 100 profissionais no bairro Buritis, em Belo Horizonte/MG.

Engenheira de produção civil e de Segurança do Trabalho, Chenya (25 anos) vem construindo sua carreira mostrando muita competência e resultados. Há cinco anos na Somattos, ela conta que começou como estagiária, depois foi promovida para auxiliar de engenharia e atualmente é responsável por um prédio de 50 apartamentos. “Nunca sofri desrespeito por ser mulher. No canteiro de obras, lido com gestão de pessoas. A forma de tratar todo mundo com educação é reciproca e conta a meu favor. Tudo que peço é feito e cultivo o jeito certo até com carinho, para criar confiança”. Entretanto, a profissional enfatiza que apesar de não ter “nada a reclamar, seria ingenuidade falar que não existe preconceito. Sei que às vezes há um pé atrás e preciso mostrar conhecimento. E por ser nova, virei atém a menina da obra. Mas, de maneira legal, não pejorativa. Sei que tenho que provar diariamente que sou capaz, não para meus superiores, mas no canteiro, já que a rotatividade é alta”.

Para a consultora e diretora de recursos humanos e coaching Milta Rocha, da Milta Rocha Consultoria, o poder da mulher no mercado de trabalho está enraizado nos traços de personalidade e em suas expertises. “Ela é mais organizada, disciplinada e trabalha com vários temas ao mesmo tempo, com concentração e foco. A mulher muda de chave com facilidade, já o homem não tem a mesma capacidade, concentra-se em um projeto de cada vez e sabe gerenciar a carreira.”

Fonte: Estado de Minas

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